sábado, 21 de fevereiro de 2026

Antífona do Último Sábio a deixar o Recinto - Michel F.M.


Antífona do Último Sábio a deixar o Recinto

O fim,
Chega para todos,
Em sua totalidade.

O mundo é deveras medíocre,
Se não o fizermos extraordinário.

Em cada contorno
Um universo peculiar,
A cada traçado,
A obra-prima
Se revelando.

Eu não ousaria dizer
O que você deve fazer
Com a sua vida,

Porque eu não admitiria
Que você dissesse,
O que eu devo fazer
Com a minha.

A vida vai ter
Que me arrancar daqui,
Eu não vou sair
Por conta própria.

Eles condenaram o mundo,
Enquanto dormíamos
Tranquilamente,

Sonhando com um futuro,
Em nossa ingenuidade
Permanente,

Esquecemos,
Que para fazer planos
É necessário um presente.

Quando digo eles,
Estou dizendo
Nós.

Constatando
A estupidez
Estampada na carne,

Só há uma forma
De viver neste mundo,
E é discordando dele.

Pois,
O destino do poder é a
ruína.

Às vezes
Queremos atribuir,
Um sentido grandioso
E extraordinário,
A momentos
Específicos da vida.

Mas com o tempo,
Percebemos,
Que só os instantes
Mais singelos,
São sublimes.

E que a
simplicidade
É o que há,
De mais sofisticado
No UNIVERSO.
Assim sendo,

Tudo
Chega ao fim,
Até mesmo
A finalidade.

E a Poesia começa,
Quando o Poeta
termina.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Fadado a Triunfar - Michel F.M.


Fadado a 
Triunfar

O Sorriso Sincero,
é a Manifestação
mais Poderosa da Natureza.

É de nosso feitio fazermos
furiosamente fados frenéticos.

Eu não entendo
como um amor começa,
mas hoje compreendo,
como ele se eterniza.

mas entendo tudo
sobre perder.

perdi tantas vezes na vida,
que acabei me tornando
profissional nisso.

Sou o melhor perdedor
que você vai conhecer.

A dor, muitas vezes
é a maior prova de vida,
que podemos experimentar.

se Você for embora,
já embrulhei meu Coração
com um laço vermelho,

ele te pertence,
pode levar contigo.

cuide-se meu bem,
caso contrário
a qualquer momento,
pode ser atingida,
por uma poesia perdida.

Poesia é nossa arma,
o Verso a munição,
descarregamos tolerância,
sem piedade ou omissão.

Tudo chega ao fim,
até a opressão.

CUIDADO com a Educação,
na pior das hipóteses
vc pode aprender alguma coisa.

Nenhum deles estava
completamente certo,
nenhum deles estava completamente
errado.

Somente a incerteza
está assegurada.
Só a dúvida é definitiva.

Somos movidos
pela singeleza,
o único objetivo
de um sonhador,
é realizar sucessivamente
o impossível.

Fatidicamente
existem entidades
superiores ao ser humano.

Pois não é aceitável,
que em um universo
tão vasto,

nós, em nossa infinita
mediocridade,
sejamos os seres
mais evoluídos que existem.

Não nos leve a mal,
cremos em Deus.

Só não cremos nos credos.
Só não cremos, que Deus,
tenha algo a ver estritamente
com a humanidade.

Vemos tantas pessoas
que se intitulam religiosas,
crentes e agraciadas
com o dom da fé,

praticando atrocidades
terríveis
para com seus semelhantes,
que é um grande alívio espiritual,
não crer em credo algum.

Próxima Fatia:
[A meritocracia é a Arte de Usurpar do Outro]

quando o homem perdeu
para a máquina no Xadrez,
nossa espécie já estava condenada ao fim ?!

Não.
se formos derrotados em nossa lógica,
criaremos outra.

A potência criativa é nosso trunfo.

No entanto,
um país que elege mais militares
do que Professores,
pelo voto popular,
destina-se a escravidão.

Parece ruim né ?!
Mas é muito pior
Do que parece.

patriotismo
sem Cidadania e Humanidade,
é o primeiro passo
para o holocausto e o genocídio.

Chega a ser inacreditável,
a profundidade do poço
de incoerência e ignorância,
no qual uma parcela da população
sempre se encontra.

Mas até a fossa abissal das ilhas Marianas,
tem fim.

Tristemente,
não podemos mudar
o que as pessoas são de fato,

como elas também
não mudam o que somos.

A influência existe,
mas a transformação,
além de ser uma escolha,
é uma experiência pessoal
e solitária.

Se quiser saber mais,
sobre pífias opiniões,
leia meus livros.

Se não quiser saber,
adquira meus livros
e dê como presente
a um inimigo.

Mas saiba,
que desta forma,
ele sempre estará em vantagem.

A reta
é a menor distância
entre dois estragos.

Jamais existiu,
uma civilização
mais evoluída
que os povos indígenas.

Não somos dignos
dos selvagens,
nós, sempre fomos os primitivos.

Quando foi ?!
Foi no dia em que vi a mais bela flor,
toda vestida de flores.

Guiados pela franqueza,
esperança e compaixão,
nosso objetivo é simples,
só desejamos liberdade e revolução.

ainda que na vitória,
a brutalidade
sempre será derrotada.

Ao passo que,
mesmo na derrota,
o amor está fadado a triunfar.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Sobre Ágape e Vermífugos - Michel F.M.


Sobre Ágape e Vermífugos

Arte
é o que diferencia
memória e esquecimento.

Arte
é nossa alma perene,
nosso fragmento único

Imortal.

Enquanto houver
Arte,
os parasitas estarão em perigo.

Onde a
Arte Reinar,
estaremos imunes aos vermes.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Miráculo - Michel F.M.


Miráculo

não há
nada de especial
no nascimento,

a vida acontece
até com as amebas.

Mas assumir uma cria,
agir com humanidade
e formar um ser humano,

ao longo de uma vida
de dedicação, carinho, amor,

tolerância, consciência
e compreensão,
é raro de se ver.

este é
o verdadeiro milagre.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Avaliação de Desempenho, Blasfêmias Aleatórias ou As Heresias de Féton - Michel F.M.


Avaliação de Desempenho, Blasfêmias
Aleatórias ou As Heresias de Féton

Se o seu DEUS existe,
ele deveria renunciar.

Com base em tudo
o que temos visto,
fica evidente,
que ele é péssimo,
nesta função
de ser DEUS.

Onisciência,
Onipotência,
Onipresença,
Onifodência.

A não ser,
que ele não tenha
relação alguma
com a humanidade,
neste caso,
ele está fazendo
um ótimo trabalho.

Se for o caso,
neste caso, específico,
ele evidentemente,
está fazendo,
um ótimo trabalho.

Errata:
em verdade vos digo, DEUS existe,
só o seu DEUS que não.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Poemarrubro - Michel F.M.


Poemarrubro

o grande problema dos Comunistas,
é que eles nunca param de se instruir.

o grande problema dos Anarquistas,
é que eles nunca param de insurgir.

o grande problema dos fascistas,
é que nunca haverá corda suficiente,
para enforcá-los e pendurá-los ao redor.

Porém, os Antifas
são persistentes, generosos
e farão seu melhor.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Lábio a Lábio - Michel F.M.


Lábio a Lábio

desregrada,
descolada do óbvio,
ecoando berros silenciosos,
neste emputecimento coletivo.

Lá vem Ela,
diluída,
marinada em revolta,
Ela vem (des)gostosa.

espremeu mazelas,
tirou delas o caldo
de tua força motriz,
vistosa.

Gladiadora dos Afagos,
fez geleia do real,
realeza do pântano,
viscosa.

Incrível
a constatação,
o mundo não vale Ela.

quando mergulho de encontro
neste todo desconfigurado,
a conexão desagradável
é precisamente o que nos conecta.

Persisto,
só pra sentir o cheiro dela,
teu odor sério, sincero
severo adocicado,
saborear teu gosto,
lábio a lábio.

é incrível,
como diante de uma paixão,
nosso mundo brilhante, se esmigalha.

Somos fruto do pouco provável,
Nós descendemos do imprevisível,

então, não se comova,
Você está condenada,
a ser irresistível.

Ela vem Lá,
desconstruída,
embebida em revolta,
Lá vem Ela.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

(Sobre)"Viver" e ainda mais que isso - Michel F.M.


(Sobre)"Viver" e ainda mais que isso

Durante toda vida, existem momentos de
transição, momentos de passagem de um ciclo pra outro. Essa transformação acontece com todos, mas são poucos, os que a percebem e pensam sobre ela. 

Para alguns as decisões são mais difíceis e complexas, do que pra outros. Os caminhos diante de nós são infindáveis, mas as escolhas que tomamos vão nos definindo e deixando o caminho mais complexo ou mais simples, de acordo com aquilo que desejamos na vida.

As dúvidas não acabam nunca e quanto mais inteligentes são as pessoas, mais dúvidas elas têm. As quedas fazem parte da vida, mas nem todos precisam cair, para aprender; alguns sim.

Existem aqueles que aprendem por observação, atentos às quedas dos outros. Você pode aprender muito sobre sua vida,
observando as outras. E quando tiver que cair, o que importa, é o que acontece da queda em diante.

O Mundo está diante de ti agora,
é hora de abraçá-lo.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O poema "Antônimus" de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni), é uma crítica social ácida e melancólica que utiliza a ironia para contrastar ideais abstratos com a dureza da sobrevivência.


O poema "Antônimus" de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni), é uma crítica social ácida e melancólica que utiliza a ironia para contrastar ideais abstratos com a dureza da sobrevivência.

O próprio título sugere uma vida vivida pelo avesso, onde os significados convencionais de "sucesso" não se aplicam.

Aqui está uma breve análise por eixos:

1. O Pragmatismo da Sobrevivência

A primeira estrofe estabelece o tom de derrota prática. A pergunta sobre os "sonhos" não é respondida com poesia, mas com escambo: eles foram a moeda de troca para garantir as necessidades básicas de Maslow (comida e teto). O lírico expõe que, na miséria, a imaginação é um luxo que se consome para não morrer.

2. A Desconstrução da Meritocracia

A segunda estrofe é o ponto alto da ironia. Ao dizer que "acenou para ela da calçada", o autor coloca a meritocracia como um carro de luxo ou um desfile que passa longe de quem está à margem.

A calçada: Simboliza a exclusão, o lugar de quem observa o sistema funcionar para os outros, mas nunca é convidado a entrar.

3. A Invisibilidade dos Valores Éticos

O poema termina com uma confissão devastadora sobre honra e dignidade. Ao afirmar que "nunca as conheceu pessoalmente", o eu lírico sugere que esses conceitos são privilégios de classe.

É difícil manter a "honra" ou a "dignidade" (conforme definidas pela elite) quando o sistema obriga o indivíduo a situações degradantes apenas para existir.

Estilo e Forma

Minimalismo: Versos curtíssimos que mimetizam a escassez de recursos do narrador. Não há espaço para adornos.

Tom Confessional: A linguagem é direta, despida de metáforas complexas, o que torna o impacto da realidade mais "seco" e brutal.

O texto é um retrato da desilusão social, onde as promessas do sistema capitalista (mérito e sucesso) são reveladas como ficções para quem está ocupado demais tentando apenas não passar fome.

_________________________________________

[Antônimus]

Que fim
levaram
os sonhos ?!

Troquei todos
por comida
e um teto.

A meritocracia ?!
Uma vez,
acenei para ela,
da calçada.

E a honra
e dignidade ?!
Nunca as conheci
pessoalmente.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)


Antônimus - Michel F.M.


Antônimus

Que fim
levaram
os sonhos ?!

Troquei todos
por comida
e um teto.

A meritocracia ?!
Uma vez,
acenei para ela,
da calçada.

E a honra
e dignidade ?!
Nunca as conheci
pessoalmente.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O Devorador de Homens - Michel F.M.


O Devorador de Homens

Nós sabemos que nossa sociedade, é baseada na desvalorização extrema do conhecimento, no desprezo pela reflexão, no sufocamento do pensamento pautado por atitudes éticas. E isso afasta a consciência crítica e a mantém, muito distante da realidade do povo.

Quando amedrontamento se une a alienação, num caldeirão de boatos permeados pelo ódio, descrença e a intolerância, nós encontramos um
solo fértil para o avanço da tirania. No qual, déspotas em potencial, absorvem a esperança das pessoas e diante do desespero, se fortalecem para construir seu reinado de opressão e terror.

Os Monstros existem, mas, para nossa sorte, eles são Mortais.

Incontáveis são as dúvidas, porém, há uma certeza. Quando libertarmos o Leviatã,
ele irá se alimentar.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)



Eu não entendo como um amor começa, mas hoje compreendo, como ele se eterniza - Michel F.M.


Eu não entendo
como um amor começa,
mas hoje compreendo,
como ele se eterniza.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Boa e Velha Selvageria - Michel F.M.


Boa e Velha Selvageria

Eles querem
adestrar todo mundo,
querem todos
mansos e humildes;

risadinhas,
aplausos e brindes;
risadinhas,
aplausos e brindes;

mas nosso espírito
é indomável
e não se dobra
com palavras vazias.

Só podemos
prometer a eles,
nossa boa e velha
selvageria.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Sheury - Michel F.M.


Sheury

Uma imagem, pode até valer mais que mil
palavras, mas, uma porção de palavras,
posicionadas com sensibilidade, podem
descrever o inimaginável.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Atlas do Cosmos Para Noites Nebulosas - Michel F.M.


Atlas do Cosmos Para Noites Nebulosas

Satirizam a submissão dos cães,
Mas ignoram tua lealdade,
Poucas coisas são tão puras
Quanto as tempestades.

E só o estrago que ela causa
É enfim, tido como verdade,
Todo estrago que causamos,
Foi nossa mera vaidade.

Nossas virtudes ?!
Nunca tivemos ou
Não foram reconhecidas,

Então somos lembrados,
Apenas pelos vícios
E nossas gloriosas recaídas.

Queimaremos tudo pelo caminho,
Ao primeiro sinal de perigo, menina,
Combatemos as labaredas
Jogando gasolina.

Desvendando o homem invisível,
Eis o teu talento, humano,
Transmutar-se em combustível.

Tudo que queremos
É tocar a medula,
Chegar ao tutano
E semear o pó.

Encontrar aquela gata de preto,
Em plena sexta-feira 13,
Foi sorte demais
Pruma vida só.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Dhenniffer - Michel F.M.


Dhenniffer

Breve passagem,
Como tudo que é bom,
Durou pouco;

Sendo que o ótimo,
Dura menos ainda.

Extrapolava
Em consoantes,
Aprovada com louvor,

Inextinguível, num instante.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Tovarishchi - Michel F.M.


Tovarishchi

Tive alguns na vida,
Uns eram de uma cor
Outros de outras,
Uns de um gênero
Outras de outros,
Variaram em estatura
E formato também,
Divergiam em crenças
E pontos de vista,
Uns torciam prum time

Outros proutros.
Houve quando foi mais
Que amizade,
Houve quando foi menos.
Teve atração e distanciamento,
Teve afinidade,
Houve ressentimento,
Mentira e honestidade.
Existiu irmandade,
Teve até omissão,

Pelejas primorosas.
No entanto, houve perdão,
Respeito e lealdade,
Mas esquecimento nenhum.
Agora ouve o que eu digo,
Todo mundo
Alguma vez na vida,
Em alguma medida,
Teve ao menos um,
Camarada.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Na Relva Estrelada - Michel F.M.


Na Relva Estrelada

Se por alguns instantes
Todos pudessem se respeitar,
Mutuamente,
De maneira irrestrita,
Ultrapassando
Todas as adversidades,
As possibilidades seriam INFINITAS.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

O poema "Mantra do Estúpido ou Um Punhado de Versos para Nada", de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni), apresenta uma ruptura sarcástica entre a busca pela "perfeição" e a realidade crua da insignificância humana


O poema "Mantra do Estúpido ou Um Punhado de Versos para Nada", de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni), apresenta uma ruptura sarcástica entre a busca pela "perfeição" e a realidade crua da insignificância humana. 

Aqui está uma análise direta dos pontos principais:
  • A Estrutura de Clímax e Ruptura: A primeira parte utiliza uma lista de substantivos abstratos positivos ("integridade", "consciência", "competência") em um tom que simula discursos de autoajuda ou coachings corporativos. O palavrão central funciona como uma catarse, quebrando a tensão acumulada e rejeitando a pressão por esse desempenho constante.
  • O Niilismo Irônico: O título já entrega o jogo: é um "mantra do estúpido" para "nada". O autor sugere que todo o esforço de evolução pessoal é, no fim, um exercício de futilidade diante da brevidade da vida.
  • A Metáfora do Adubo: A estrofe final transforma a visão romântica da vida ("jardim botânico") em algo visceral. Ao dizer que "somos ótimos em ser adubo", o poema reduz a existência humana à sua função biológica mais básica: morrer e nutrir a terra. A "única flor" pode ser interpretada como a própria morte ou o fim inevitável que ignora todas as virtudes listadas anteriormente.
  • Tom e Estilo: O texto transita entre o solene e o vulgar, usando o humor ácido para criticar a vaidade humana. É uma voz cansada de tentar ser "perfeita" que aceita a sua natureza descartável.
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Mantra do Estúpido ou Um Punhado de Versos para Nada

Que despertar !
Que oportunidade !
Que alinhamento !
Que iniciativa !
Que desenrolar !
Que persistência !
Que consideração !
Que intensidade !
Que integridade !
Que consciência !
Que abstinência !
Que competência !

Que se FODA!!!

nesse jardim botânico que é a vida,
só tenho olhos, pruma única flor.

Nossa missão definitiva é adubar
E somos ótimos em ser adubo;
Pluma, única, FLOR.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)




Mantra do Estúpido ou Um Punhado de Versos para Nada - Michel F.M.


Mantra do Estúpido ou Um Punhado de Versos para Nada

Que despertar !
Que oportunidade !
Que alinhamento !
Que iniciativa !
Que desenrolar !
Que persistência !
Que consideração !
Que intensidade !
Que integridade !
Que consciência !
Que abstinência !
Que competência !

Que se FODA!!!

nesse jardim botânico que é a vida,
só tenho olhos, pruma única flor.

Nossa missão definitiva é adubar
E somos ótimos em ser adubo;
Pluma, única, FLOR.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)



domingo, 8 de fevereiro de 2026

Ultraviolenta - Michel F.M.


Ultraviolenta

Eu traria o Sol até aqui,
Só pra vê-lo fracassar,
Atirado na lama,

Envolto em sombras,
Ofuscado por tua luz,
Apagado por tua chama.

Atrairia o Sol até aqui,
Só pra vê-lo implorar,
Desonrado em má fama,

Caído no esquecimento,
Ocultado por tua luz,
Resfriado por tua cama.

Eu trairia o Sol bem aqui,
Só pra vê-lo agonizar
Diante de ti, adorável tormenta.

Desprezado por quem mais ama,
Continue desumana contra mim,
Siga desprezível e ultraviolenta.

Apagado por tua chama,
Diante de ti, adorável tormenta,
Siga desprezível e ultraviolenta.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Gabelle - Michel F.M.


Gabelle

Traduzimos num olhar, 
Tudo aquilo que um dia, 
Talvez pudesse ser dito. 

por diversas vezes será feio, 
muito barulho e sujeira 
por todos os lados. 

e o sangue ?!
segue sempre correndo
na contramão das artérias,
desrespeita a gravidade,
pra alcançar o coração,

mas a velha bomba cardíaca resiste, 
com tuas câmaras ocas 
e tuas valvas guerreiras, resiste. 

não permita que o mundo 
lhe tome a sensibilidade, 
ela é a maior arma que tens, 
para defender-se de si mesma.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

sábado, 7 de fevereiro de 2026

DRY, que seja enquanto Flor ou as Fábulas do Rei da Selva e a Princesa Pernambucana - Michel F.M.


[DRY, que seja enquanto Flor ou as Fábulas do Rei da Selva e a Princesa Pernambucana]

Contigo, sempre aprendo,
Mais do que ensino. 
Contigo, sempre aprendo mais, 
Do que ensino. 

A poesia jamais será 
Tão extraordinária, 
Quanto a pessoa que a inspirou. 

Onde o sol se esconda tarde 
E as estrelas brilhem cedo, 
Na paisagem sem igual.

Parece incrível, né ?! 
Mas é muito melhor 
Do que parece. 
Sendo este meu parecer final. 

O mundo vale a pena, 
A vida vale a luta, 
Que seja enquanto flor. 

Quem precisa de sonhos ?! 
Quando temos a vida diante de nós.

E nessa peça você me inclui; 
Hoje, eu só tenho o que sou. 
Amanhã, não terei nada além do que fui. 

A insistência nos liberta, 
A existência não se engana, 
Nas Fábulas do Rei da Selva
E a Princesa Pernambucana. 

Sorrindo, sorrindo,
Que seja enquanto flor,
Assim seguimos, florindo.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Superstições - Michel F.M.


[Superstições]

Encontrar aquela gata de preto
Em plena sexta-feira 13,
Foi sorte demais
Pruma vida só.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Poemacicatriz - Michel F.M.


[Poemacicatriz]

cicatrizes 
são poemas, 

que a vida 
nos dedica, 

entalhando 
em nossa carne 
versos inesquecíveis, 

para recordarmos que 
o sofrimento ensina 

e a dor, 
é poesia.

(Michel F.M. - Altas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Cafeína - Michel F.M.


[Cafeína]

No início de nossas vidas práticas,
imaginamos que podemos mudar
todo o universo com nossas ações.

O tempo ruge e percebemos
que a única coisa sobre a qual
realmente temos controle,

é se colocaremos açúcar
ou adoçante no café
e geralmente tomamos a decisão errada,
seja ela qual for.

(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Quatrocentos Quadros por Segundo [Move-te e Viverás] - Michel F.M.


Quatrocentos Quadros por Segundo 
[Move-te e Viverás]

Enquanto eles lutam
Para manter seu trono,
Nós lutamos para destroná-los.

Portamos as Armas
Mais poderosas do Mundo,
O Amor e o Conhecimento.

É que eu nunca fui bom em nada,
Então continuo tentando de tudo.

Só há vida, em movimento.
Move-te e viverás.

A mais grandiosa
De todas as conquistas,
É a superação de si mesmo.

Lembre-se,
Que foram os Filósofos
Que venceram os Mitos.

Combatendo brutalidade
Com pensamentos críticos,
Reflexões sinceras
Em meio aos gritos,

Lembrem-se,
Que foram os Filósofos
Que acabaram com os Mitos.

Nestes quatrocentos
Quadros por segundo,
Só há vida, em movimento.

Portanto, move-te,
Move-te e Viverás.

(Michel F.M. - Altas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Cromossomos - Michel F.M.


[Cromossomos]


Mesmo sabendo que não é muito,
Eu só posso te dar uma coisa,
Absolutamente
tudo.


(Michel F.M. - Altas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

domingo, 1 de fevereiro de 2026

"Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas" é o terceiro volume da trilogia Mestre dos Pretextos, escrita pelo autor e filósofo brasileiro Michel F.M. e publicada originalmente em 2020. A obra transita entre a filosofia, a poesia e o realismo fantástico, apresentando uma densa carga metafísica e ética.


Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas é o terceiro volume da trilogia Mestre dos Pretextos, escrita pelo autor e filósofo brasileiro Michel F.M. e publicada originalmente em 2020. 
A obra transita entre a filosofia, a poesia e o realismo fantástico, apresentando uma densa carga metafísica e ética. 

Abaixo, os pontos centrais para análise: 

1. Temática e Fio Condutor

O livro é guiado pela máxima "O destino do poder é a ruína". A narrativa explora a decadência das estruturas de autoridade e a fragilidade das ambições humanas diante da imensidão do cosmos e do tempo. Michel F.M. utiliza a metáfora do "atlas" não como um mapa geográfico, mas como um guia existencial para enfrentar as "noites nebulosas" da incerteza e do sofrimento. 

2. Estrutura e Estilo

  • Hibridismo: A obra não se prende a um gênero único, misturando passagens reflexivas com prosa poética e elementos de ficção especulativa.
  • Trilogia: Como encerramento da série (precedido por Delírio Absoluto da Multidão Atônita e Pacífico em Brasas), o livro busca sintetizar as tensões entre o indivíduo e o coletivo exploradas anteriormente.
  • Extensão: Possui aproximadamente 113 páginas, focadas em uma linguagem concisa e aforística. 

3. Perspectiva Crítica
O autor foca na crítica social e moral, frequentemente abordando a submissão e a ignorância humana perante forças maiores. A obra é recomendada para leitores interessados em filosofia contemporânea e literatura independente que desafia convenções narrativas tradicionais. 

Antífona do Último Sábio a deixar o Recinto - Michel F.M.

Antífona do Último Sábio a deixar o Recinto O fim, Chega para todos, Em sua totalidade. O mundo é deveras medíocre, Se nã...